Cientista Chefe do Meio Ambiente anuncia criação de observatório costeiro e marinho

24 de maio de 2021 - 09:16

O Ceará vai ter, até o fim deste ano, um novo instrumento de políticas públicas relacionadas às atividades da zona litorânea. O Observatório Costeiro e Marinho do Ceará (OCMCeará), um dos produtos do Planejamento Costeiro e Marinho do Ceará, faz parte do trabalho desenvolvido pela equipe do Cientista Chefe de Meio Ambiente. Ele deverá atuar como uma ponte entre a gestão pública, a sociedade civil e as prefeituras dos municípios do litoral do Estado para auxiliar tomadas de decisões referentes à zona Costeira e ao ambiente marinho.

Planejado há cerca de um ano, o OCMCeará será o marco inicial das ações do Ceará que estão inseridas na Década da Ciência Oceânica para o Desenvolvimento Sustentável (2021 a 2030), período definido em 2017 pela Organização das Nações Unidas (ONU). A instituição irá contar representantes de vários órgão e entidades públicos e privados (veja lista abaixo).

A expectativa é que ele possa contribuir, por meio de uma construção participativa e inclusiva, para o desenvolvimento sustentável zona costeira e do ambiente marinho de todo o litoral cearense. Sugestões para OCMCeará já estão sendo aceitas pela equipe do Cientista Chefe e podem ser enviadas para o e-mail cientistachefesema@gmail.com.

Criado na atual gestão da Funcap, o programa Cientista Chefe tem como objetivo unir o meio acadêmico e a gestão pública. Através dele, equipes de pesquisadores estão trabalhando nas secretarias ou órgãos mais estratégicos do Governo do Estado para identificar soluções de ciência, tecnologia e inovação que podem ser implantadas para melhorar os serviços e, desta forma, dar mais qualidade de vida para a população.

Os projetos e as equipes de pesquisadores são definidos a partir das demandas de órgãos do Governo do Estado. Cada equipe é coordenada por um cientista chefe cuja escolha ou indicação segue critérios como produção científica, formação e ligação com núcleos de pesquisa de alto nível (segundo a classificação realizada pela Capes para especificar os cursos de excelência em todo o país) de instituições cearenses. Outro requisito é que a área científica de atuação do pesquisador tenha relação com a atuação do órgão estadual a ser beneficiado com o programa.

Membros do futuro OCMCeará
– Pesquisadores e técnicos da Secretaria do Meio Ambiente do Estado do Ceará (Sema), da Superintendência Estadual do Ceará (Semace), da Secretaria do Patrimônio da União (SPU) e da Marinha do Brasil

– Pesquisadores e técnicos do programa Cientista-Chefe, do Instituto de Ciências do Mar (Labomar/UFC), da Universidade Federal do Ceará (UFC), da Universidade Estadual do Ceará (Uece) e do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE)

– Representantes dos 23 municípios costeiros do estado

– Representes da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec)