Especial Mulher & Ciência: Iniciativas que valorizam os trabalhos das nossas cientistas

11 de março de 2016 - 15:34

Desde muito antes da queima dos sutiãs em 1968, as mulheres vêm lutando por mais espaço na sociedade, seja protestando por direitos iguais ou participando de movimentos que questionavam a opressão sofrida pela mulher, como foi o caso da criação da fundação “Movimento Feminino pela Anistia”, no Brasil. Quando o assunto é produção científica, a história não é diferente. Muitas lutaram e vêm lutando por mais espaço para mulheres na ciência, além do devido reconhecimento aos trabalhos desenvolvidos.

Por isso, em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, dentro do Especial Mulher & Ciência, trazemos programas e premiações de incentivo e destaque à importância da participação feminina na ciência brasileira.

Pioneiras da Ciência no Brasil

Iniciativa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq)     para contar a história de algumas mulheres brasileiras cientistas a título de reconhecer que a participação feminina foi e é fundamental para o avanço do conhecimento.
 

Marília Chaves Peixoto (1921 – 1961) 

Nascida em 24 de fevereiro de 1921, em Santana do Livramento no Rio Grande do Sul, foi a primeira mulher a ingressar na Academia Brasileira de Ciências, em 1951.

giocondaGioconda Mussolini (1913 – 1969)

Paulista, Gioconda Mussolini foi a primeira mulher, no Brasil, a fazer da Antropologia Social a sua profissão.

 

Prêmio Para mulheres na Ciência

A L’Oréal Brasil, em parceria com a UNESCO BRASIL e com a Academia Brasileira de Ciências, promove desde 2006, o Programa “Para Mulheres na Ciência”. O Programa tem como motivação a transformação do panorama da ciência no país, favorecendo o equilíbrio dos gêneros no cenário brasileiro e incentivando a entrada de jovens mulheres no universo científico.

A cada ano sete jovens pesquisadoras de diversas áreas de atuação são contempladas com uma bolsa-auxílio de 20 mil dólares. O prêmio distribuiu, até hoje, o equivalente a 1,2 milhão de dólares entre 61 mulheres cientistas promissoras, que receberam impulso extra para dar prosseguimento em seus estudos e incrementar o desenvolvimento da ciência no País. Além de seis brasileiras terem sido premiadas internacionalmente.

carolina1Carolina Horta Andrade

Doutora em Fármacos e Medicamentos pela Faculdade de Ciências Farmacêuticas daUSP e pela University of New Mexico, nos Estados Unidos, é professora adjunta da Faculdade de Farmácia da Universidade Federal de Goiás (UFG).

“É muito bacana pra gente ver nosso trabalho ser reconhecido. E ter o trabalho reconhecido por empresas tão idôneas, reconhecidas mundialmente, como a L’Oréal a Unesco e a Academia Brasileira de Ciências, eu fiquei muito honrada” comentou a professora sobre receber o prêmio Para Mulheres na Ciência.

DraCeciliaCecília Salgado Guimarães da Silva

Graduada em Matemática pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), possui título de mestre em Matemática pela Associação Instituto Nacional de Matemática Pura Aplicada e doutorado em Teoria de Números pela Universidade de Paris VII. Atualmente é professora da UFRJ.

“Eu acho que esse prêmio vem para estimular e também para te dar vontade de querer mais e fazer mais”, afirma a pesquisadora em entrevista sobre o prêmio.

Chamada Nº 18/2013 MCTI/CNPq/SPM-PR/Petrobras – Meninas e Jovens Fazendo Ciências Exatas, Engenharias e Computação

A Chamada teve como objetivo selecionar propostas para apoio financeiro a projetos que visem contribuir significativamente para o desenvolvimento científico e tecnológico e inovação do País com a finalidade de ampliar o número de estudantes do sexo feminino nas carreiras de ciências exatas, engenharias e computação.

Para a professora Eloisa Maia Vidal, do Departamento de Física e Química da Universidade Estadual do Ceará (Uece), iniciativas para fomentar o interesse das meninas e jovens na ciência são sempre bem-vindas. “A presença das mulheres ainda é muito reduzida nas Exatas. Nos últimos dez anos esse número aumentou muito pouco. O índice de abandono por desmotivação e desinteresse ainda é alto”, explica.

De acordo com a pesquisadora, infelizmente, a chamada não teve continuidade e as bolsas concedidas encerraram em março de 2015. “A bolsa é um atrativo para as estudantes. Sem a bolsa fica difícil dar continuidade aos trabalhos desenvolvidos”, lamenta.