Censo 2014 do Diretório dos Grupos de Pesquisa no Brasil está disponível para consulta

25 de junho de 2015 - 13:58

Em 2014, o Brasil contava com 35.424 grupos de pesquisa científica e tecnológica em atividade, localizados em 492 instituições, totalizando 180.262 pesquisadores e aproximadamente 307 mil estudantes de graduação e pós-graduação. Do total de pesquisadores, 116.427 são doutores, o que equivale a 65%. As informações são do 10º Censo do Diretório dos Grupos de Pesquisa no Brasil (DGP), divulgado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) na última segunda-feira (22).

No Ceará, a instituição com maior número de grupos de pesquisa é a Universidade Federal do Ceará (UFC), com 368, seguida pela Universidade Estadual do Ceará (Uece), com 157; Instituto Federal do Ceará (IFCE), com 146; e Universidade Regional do Cariri (Urca), com 81.

A região Norte (44%) apresentou maior crescimento percentual do número de grupos cadastrados em 2014 em relação a 2010, seguido por Nordeste (43%), Centro-oeste (35%), Sul (28%) e Sudeste: (21%). A maior parte dos grupos está concentrada no Sudeste (43,9%), seguido por Sul (22,4%), Nordeste (20,4%), Norte (5,8%) e Centro-oeste: (7,5%).

O DGP é uma base de dados capaz de descrever os limites e o perfil geral da atividade científico-tecnológica no Brasil. Ele apresenta uma série de informações quantitativas em relação aos recursos humanos constituintes dos grupos (pesquisadores, estudantes e técnicos), linhas de pesquisa em andamento, áreas do conhecimento, setores de aplicação envolvidos, produção científica, tecnológica e artística e parcerias estabelecidas entre os grupos e as instituições, sobretudo com as empresas do setor produtivo.

Para isso, são realizados, desde 1993, Censos periódicos envolvendo as mais diversas instituições, tais como universidades, instituições de ensino superior com cursos de pós-graduação stricto sensu, institutos de pesquisa científica e institutos tecnológicos.

Principais Mudanças

A nova versão do DGP, implementada no ano de 2013, passa a adotar a tabela de Classificação Nacional de Atividades Econômicas – CNAE, tanto para classificar o setor de aplicação das linhas de pesquisa dos grupos como para os setores de atividade econômica das “Instituições parceiras”, nova nomenclatura do módulo “Empresas” das versões anteriores.

O novo formulário de cadastro dos grupos inclui outros campos de informações sobre colaboradores estrangeiros e participação dos grupos em redes de pesquisa. Além disso, passa a guardar o histórico de pesquisadores e estudantes que participaram dos grupos (egressos) e só permite o cadastro de técnicos que possuam Curriculo Lattes.

Foi criada também uma nova ferramenta de consulta, os Painéis de Grupos de Pesquisa, no qual os dados podem ser visualizados em gráficos. Há ainda, consultas aos sete últimos Censos realizados, a partir do módulo de Súmula Estatística, e o módulo de Séries Históricas, contendo tabelas selecionadas, com informações que sintetizam a evolução temporal e agregada do perfil dos grupos, de 1993 a 2014.

De acordo com o CNPq, cabe enfatizar a importância do DGP como um eficiente instrumento para o intercâmbio e a troca de informações, apontando, com precisão e rapidez, quem é quem, onde se encontra, o que está fazendo e o que produziu recentemente, e como uma poderosa ferramenta para o planejamento e a gestão das atividades de C,T&I. As bases de dados resultantes dos Censos permitem ainda a preservação da memória da atividade de pesquisa no Brasil.

Confira todas as informações do Censo 2014, incluindo os principais resultados, no Portal do DGP.

Acesse os Painéis dos Grupos de Pesquisa.

Com informações da Coordenação de Comunicação Social do CNPq