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Pesquisa apoiada pela Funcap desenvolve aplicativos para a promoção da saúde da mulher PDF Imprimir E-mail
Qua, 13 de Junho de 2018 10:59

De acordo com a pesquisa “Características gerais dos domicílios e dos moradores 2017” realizada pelo IBGE, 69% dos brasileiros já possuem acesso à internet pelo celular. O levantamento também indicou que a maior parte dos demais acessos é feita, preferencialmente, por dispositivos móveis. Essas informações apontam para as oportunidades que esses novos hábitos criam. Uma delas, por exemplo, é um acompanhamento mais integral e contínuo da saúde através da tecnologia móvel, prática que ficou conhecida como m-health (o termo vem de mobile health, ou saúde móvel).

Entre os benefícios da implementação das tecnologias no cotidiano das pessoas, está a melhoria do fluxo de informação através dos meios eletrônicos, contribuindo para otimizar a coordenação dos sistemas de saúde. Uma das possíveis aplicações da M-Health é na área da saúde da mulher, na qual a prática pode atuar como uma aliada ao levar em consideração a dinâmica de trabalho, o suporte à família e as peculiaridades do cotidiano feminino. É neste contexto que está sendo realizada a pesquisa “M-Health para a promoção da saúde da mulher”, que é coordenada pela professora Raimunda Magalhães da Silva, do Grupo de Pesquisa e Extensão em Saúde da Mulher e Adolescente da Universidade de Fortaleza (Unifor). O trabalho envolve pesquisadores da Universidade de Fortaleza (Unifor) e da Universidade Federal do Ceará (UFC) e conta com o apoio da Funcap através do Programa de Apoio a Núcleos de Excelência (Pronex).

A pesquisa está dando suporte para quatro subprojetos, sendo cada um deles ligado a um aplicativo específico para uso em smartphones. Os programas foram projetados para funcionar nos sistemas Android e iOS. Um dos aplicativos já está disponível para download e os outros três estão em fase de validação e testes. De acordo com os pesquisadores, o trabalho chama a atenção para a importância e os benefícios da implementação da tecnologia na logística da saúde, melhorando a aplicação dos recursos públicos, aprimorando o planejamento das ações e, principalmente, ampliando o acesso e a qualidade da assistência prestada à população, tornando o atendimento mais eficiente. O acesso a todos os serviços dos aplicativos, assim como suas aquisições, serão inteiramente gratuitos. A seguir, mais detalhes sobre o processo de desenvolvimento e aplicação de cada programa. 

Aplicativo GestAção
O aplicativo fornece informações importantes de saúde para as gestantes de acordo com a semana gestacional. Essas informações orientam sobre o desenvolvimento da gravidez e do bebê, sobre períodos de vacinação e a importância das consultas de pré-natal, além de fornecer dicas de alimentação, atividade física durante a gravidez e amamentação. O intuito é o de proporcionar autonomia das gestantes em relação à própria saúde e aos cuidados com a gravidez, além de gerar vínculo entre a paciente e o profissional de saúde que a atende na atenção primária, porta de entrada do Sistema único de Saúde (SUS). O aplicativo já foi validado por gestantes e encontra-se em fase de validação por enfermeiros e gestores da atenção primária à saúde. 

Aplicativo SELP
Ampara-se no desenvolvimento e avaliação de uma tecnologia m-Health para empoderamento das gestantes com sífilis. Por meio de um questionário online e confidencial, com perguntas relacionadas às práticas sexuais que indicam o risco de exposição à sífilis, o aplicativo irá direcionar o usuário a um dos postos de saúde das regionais de Fortaleza. De acordo com o diagnóstico, uma notificação é enviada (de modo confidencial) por email ou telefone para os parceiros sexuais, indicando-os a procurar o serviço de saúde. O programa também irá disponibilizar informações sobre as três formas de manifestação da sífilis, o modo de transmissão, o diagnóstico, a sífilis na gravidez e, na  convocação do parceiro ao serviço e tratamento, o número de doses realizadas e os alertas para cada uma. O aplicativo já foi desenvolvido e encontra-se em fase de validação da sua usabilidade. 

Aplicativo Voice Guard
Tecnologia de promoção à saúde vocal das professoras de escolas de ensino fundamental e ensino médio e profissionais que usam a voz como instrumento de trabalho. As professoras podem usá-lo na sala de aula ou em ambientes que encontrem alguma dificuldade de comunicação. São disponibilizadas informações sobre saúde vocal, indica o momento de tomar água e diminuir a sonoridade da voz além de orientar práticas a serem evitadas e incentivadas. O aplicativo já foi desenvolvido e validado e encontra-se em fase de expansão e teste na universidade de Porto, em Portugal. Está disponível nas plataformas Android e IOS.

Aplicativo Evisu
Possui informações sobre o enfrentamento da violência sexual contra as mulheres e as orienta quanto às redes de serviços que atendem e dão suporte nessas situações. O aplicativo já é utilizado pelas mulheres e instituições de proteção à saúde feminina. Além do conteúdo conceitual, a ferramenta também oferece informações sobre políticas públicas, meios de proteção às mulheres vítimas de violência sexual e normas técnicas. Encontra-se disponível nas plataformas Android e IOS.

Pesquisadores principais
Raimunda Magalhães da Silva (Coordenadora) - Unifor
Luiza Jane Eyre de Souza Vieira - Unifor
Ana Karina Bezerra Pinheiro - UFC 

Pesquisadores colaboradores
Christina Cesar Praça Brasil - Unifor
José Eurico de Vasconcelos Filho - Unifor
Maria Alix Leite Araújo - Unifor
Patricia Moreira Collares - UFC
Juliana Guimarães e Silva - Unifor

 

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