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Projeto desenvolve modelo de autocuidado para pessoas de baixa renda com diabetes PDF Imprimir E-mail
Seg, 26 de Fevereiro de 2018 11:22

As doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) foram responsáveis por 70% das causas de mortes no Brasil, como aponta a última Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia  e Estatística (IBGE) em 2013. Ainda segundo dados do IBGE, câncer, diabetes, doenças cardiovasculares, respiratórias e neuropsiquiátricas são causadoras de um número elevado de mortes em pessoas antes dos 70 anos. A perda da qualidade de vida causada por essas doenças também é um fator que preocupa os órgãos de saúde em nível nacional e mundial.

Segundo a PNS, 6,2% da população brasileira de 18 anos ou mais declararam ter diabetes, porcentagem equivalente a 9,1 milhões de pessoas. A pesquisa também revelou que 6,5% dos portadores de diabetes residem em área urbana e 4,6% em área rural. Além disso, indicou que quanto maior a faixa etária, maior o percentual de doentes crônicos, onde  0,6% têm idade entre 18 a 29 anos e 19,9% entre 65 a 74 anos.

Visando melhorar a qualidade de vida de portadores de doenças crônicas, o professor Andrea Caprara, da Universidade Estadual do Ceará (UECE), coordena uma pesquisa para fomentar o empoderamento e o autocuidado de pacientes nessas condições. O estudo conta com o financiamento da Funcap através do edital PPSUS.A pesquisa foca em pacientes com diabetes mellitus atendidos pela Atenção Primária à Saúde (APS) de Fortaleza e é baseada no  Modelo de Cuidados na Doença Crônica (Chronic Care Model) e na Política Nacional da Atenção Básica.

O objetivo da análise é desenvolver ferramentas para fortalecer o autocuidado na rede básica de saúde.A situação socioeconômica dos pacientes é outro fator considerável, especialmente no que diz respeito ao tratamento da diabetes. Os primeiros resultados do estudo coordenado por Andrea revelam que quanto menor a condição financeira das pessoas ouvidas nas entrevistas, menor é a motivação para se cuidar. O autocuidado demanda consumo de alimentos adequados, realização de atividades físicas, acompanhamento profissional e controle medicamentoso. Segundo o pesquisador, “todos estes itens listados envolvem gastos diretos ou indiretos”.

Para Andrea, “o empoderamento dos pacientes ainda é sinalizado como a melhor forma de quebrarmos a relação intrínseca do apego ao medicamento como única proposta ao equilíbrio da doença”. Para promover a autonomia dos diabéticos, é necessário que os pacientes tenham controle sobre a doença e o uso de tecnologias pode ser um aliado. A pesquisa utilizou uma caderneta onde as pessoas tinham em casa o cronograma de consultas, posologia dos medicamentos, resultados dos exames e padrões alimentares em mãos para orientação.O estudo apontou que o autocuidado tem um impacto positivo na vida dos portadores de doenças crônicas.

A adoção de estratégias de cuidado auxiliam no aumento da qualidade e expectativa de vida e diminuição dos riscos de complicações decorrentes das DCNT. Nesse contexto, o ganho na vida dos pacientes vai além do controle da diabetes, gerando práticas que influenciam na saúde do corpo e da mente.O projeto propõe mais políticas de educação voltadas tanto para profissionais de saúde, quanto para pacientes com doenças crônicas, que seria a forma mais eficaz de promover o autocuidado. A melhoria da qualidade de vida e o tratamento adequado das doenças crônicas dependem da compreensão dos pacientes de suas condições clínicas.

A pesquisa também contou com a participação dos pesquisadores Dione Cavalcante Silveira, Elaine Neves de Freitas, Kilma Wanderley, Lopes Gomes, Lucimar Bóh Barbosa, Joyce Matos, Núbia Felix, Maria Rocineide, Ferreira da Silva, Patrícia da Silva Taddeo e Brigia Amaro.

 

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