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Estudo analisa impacto de Instituições de Ensino Superior em cidades médias do Nordeste PDF Imprimir E-mail
Qua, 26 de Julho de 2017 13:28

Muitas pessoas, quando viajam para pequenas ou médias cidades, que geralmente têm rotina mais pacata que as metrópoles, imaginam como seria a vida se não tivessem mais que enfrentar o cotidiano agitado (e em algumas situações, estressante) da cidade grande. Décadas atrás, essa mudança envolvia transtornos, por causa de problemas como poucas oportunidades de trabalho, ausência de instituições de ensino superior e de escolas para os filhos.”


Este quadro, no entanto, está mudando, inclusive em municípios nordestinos, e isto despertou o interesse de um grupo de pesquisadores da Universidade Estadual Vale Vale do Acaraú (UVA). Coordenado pela professora Virgínia Holanda, o projeto tem como um dos principais objetivos analisar o papel das instituições de Ensino Superior (IES) no desenvolvimento regional e estudar a influência que elas tiveram sobre fatores como o fluxo de investimentos e a tendência de aumento do interesse de empresários em investir nas cidades.  O trabalho conta com o apoio do Governo do Estado, através da Funcap, que forneceu recursos do edital Bolsa de Produtividade em Pesquisa e Estímulo à Interiorização (BPI).


Foram considerados, na pesquisa, aspectos como chegada de redes de supermercados e shopping centers, melhorias na infraestrutura, expansão da oferta de serviços e modernização do comércio. As cidades onde o fenômeno está sendo analisado são Crato, Juazeiro do Norte e Sobral (Ceará), Parnaíba (Piauí), Mossoró (Rio Grande do Norte) e Campina Grande (Paraíba).

De acordo com a professora, estas cidades são espaços que historicamente já atraem pessoas, mercadorias e investidores. Mas com a chegada das IES, houve crescimento no número de profissionais com melhor formação, o que levou à oferta de serviços antes inexistentes nestes municípios. “Outra contribuição são os profissionais do serviço público, que agora já qualificados (pelas próprias IES dos municípios) prestam um melhor serviço. Constatamos, por exemplo, a presença de professores que já fazem a diferença tanto na sede das cidades pesquisadas como nos municípios próximos a elas”, relata a pesquisadora.


Outro fenômeno destacado pela professora é a aproximação entre as gestões públicas municipais e as IES e o compromisso dessas gestões com a melhoria da oferta de serviços. “É emblemático o aumento significativo no saneamento básico, a exemplo de Parnaíba, que hoje tem 90% da cidade coberta - fato ocorrido na última década”, afirma.


A pesquisadora acrescenta ainda, como ganhos resultantes dessa parceria, os seguintes aspectos: discussão na revisão dos planos diretores dos municípios, desenvolvimento de projetos de extensão junto à comunidade e mais pressão, junto às bancadas ligadas aos gestores municipais, para liberação de recursos via emendas parlamentares. Isso tem ajudado na expansão de infraestrutura das IES, conforme informações obtidas pela equipe de pesquisadores das gestões dos campi da Universidade Federal do Piauí em Parnaíba e da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte.


Ela lembra de outro caso na área de infraestrutura: em Sobral, a preocupação com a mobilidade urbana levou à implantação de um sistema de Veículo Leve Sobre Trilhos que tem uma estação em um dos campi da Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA), instituição que recebe diariamente mais de 9 mil estudantes da própria cidade e de 40 municípios do noroeste cearense.


Segundo o projeto, a partir de 1970 as cidades médias surgiram como uma alternativa de desconcentração populacional e produtiva. Com a chegada das IES, os fatores de estímulo para levar as pessoas a escolher morar nelas aumentaram. E um aspecto importante é que as universidades passaram a atrair habitantes com melhor qualificação e com um perfil mais diversificado.


Segundo a professora Virgínia, as cidades vêm recebendo profissionais das mais diversas regiões brasileiras através dos concursos realizados pelas IES que são direcionados para profissionais com título de doutor. “Essas pessoas ampliam com mais força a pesquisa e a extensão nas instituições, o que, em nossa avaliação, pode contribuir a médio e a longo prazo para a melhoria dos índices de qualidade de vida na região Nordeste”.


 

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