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Pesquisadores propõem o uso de cordéis como ferramentas didáticas PDF Imprimir E-mail
Qui, 17 de Novembro de 2016 17:36

WP_20160322_19_52_17_ProUm dos símbolos da tradição nordestina, os folhetos de cordel podem ser usados como ferramenta do ensino de ciências em salas de aula no Ceará. Essa é a proposta do projeto “Os folhetos de cordel como ferramenta didática para o ensino de ciências: Um Catálogo de Folhetos de Cordel Científicos e uma Sequência de Ensino”, coordenado pelo professor Francisco Augusto Silva Nobre, da Universidade Regional do Cariri (Urca). 


A pesquisa conta com o apoio da Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Funcap), através do Programa de Bolsas de Produtividade em Pesquisa, Estímulo à Interiorização e à Inovação Tecnológica (BPI). 

Uma das metas é substituir os temas tradicionalmente presentes nessas publicações, como guerras, personalidades do folclore popular e datas comemorativas, por conteúdos científicos para serem utilizados como ferramenta didática. O projeto montará dois catálogos de folhetos de cordéis científicos. O primeiro tem previsão de publicação no primeiro semestre de 2017 e terá temas relacionados a Física, Astronomia, Matemática e Química. Já o segundo conterá cordéis de Biologia e áreas afins.

As intervenções são divididas em quatro etapas, sendo a primeira de apresentação dos folhetos. Na segunda, a equipe do projeto solicita um voluntário para declamar os versos do cordel. Após a declamação, a sala de aula é dividida em grupos para que os alunos leiam e façam interpretação de texto. Por último, a sala fará uma discussão sobre o conteúdo científico do folheto. “Com o projeto, esperamos exercitar a interdisciplinaridade, divulgar a arte dos folhetos de cordel e estimular a construção de novas publicações”, comenta o professor Francisco Nobre. 

O desenvolvimento do trabalho de construção dos folhetos de cordel é realizado através de parceria entre os polos da Urca e da Uece de Quixadá e o Mestrado Nacional Profissional em Ensino de Física da Sociedade Brasileira de Física (PROFIS-CAPES).

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A pesquisa conta ainda com a participação do poeta Gonçalo Ferreira da Silva e da seguinte equipe acadêmica: 

Professores e pesquisadores
- Ria Lemaire, da Universidade de Poitiers (França)
- José Helayël-Neto, do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF)
- Hermínio Borges, da Universidade Federal do Ceará (UFC)
- Francisca Pereira dos Santos, da Universidade Federal do Cariri (UFCA)

Estudantes de mestrado 
- Enio Gondin
- Daniela de Jesus

Estudantes de iniciação científica
- Romário Felinto
- Khennya de Araujo
- Rafaella Martins 
- Laylson Vieira

Pesquisador destaca importância do BPI
O BPI tem como um dos principais objetivos promover a atração e a fixação de pesquisadores doutores com boa produtividade científica em Instituições de Ensino Superior e/ou Pesquisa localizadas em municípios do interior do Ceará. Para o professor Francisco Nobre, “este tipo de apoio é essencial para desenvolver a pesquisa no interior, em especial nas universidades estaduais, que têm um histórico de menos investimentos”.

Última atualização em Ter, 24 de Janeiro de 2017 13:34
 

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